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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Má distribuição de internet...

No mundo, um em cada três jovens de até 18 anos 
não tem acesso online, o que totaliza 346 milhões
de pessoas totalmente desconectadas.

Publicado originalmente no site Huffpost Brasil, em 11/12/2017.

Má distribuição de internet pode criar novos tipos de desigualdade, diz Unicef

Enquanto jovens da África são os menos conectados, com cerca de 3 em cada 5 crianças offline, apenas um em cada 25 jovens na Europa está na mesma situação.

Ana Beatriz Rosa  Repórter de Vozes, Mulheres e Notícias, HuffPost Brasil

Em novo relatório publicado no último domingo (10), a Unicef defende que as novas tecnologias são fator decisivo para incluir crianças marginalizadas da sociedade, seja por conta da cor da pele, do país de origem, da faixa salarial familiar ou do acesso à educação. No entanto, o acesso a principal delas, a internet, ainda é muito limitado e concentrado.

No mundo, um em cada três jovens de até 18 anos não tem acesso online, o que totaliza 346 milhões de pessoas totalmente desconectadas.

Enquanto isso, o relatório aponta que os jovens compõem o grupo etário mais conectado do planeta, com 71% do público com acesso à internet, contra apenas 48% da população total do mundo.

De acordo com a Unicef, as concentrações, principalmente regionais, atrapalham essa democratização do acesso à internet. Enquanto jovens da África são os menos conectados, com cerca de três em cada cinco crianças offline, apenas um em cada 25 jovens na Europa está na mesma situação.

O estudo Children in a Digital World (Crianças em um Mundo Digital) alerta para o fato de que essa má distribuição da tecnologia pode criar novos tipos de desigualdade e impedir que as crianças atinjam o seu potencial real.

Para a Unicef, os Estados precisam agir e acompanhar essas transformações rapidamente, caso não queiram deixar estas crianças ainda mais vulneráveis e mais suscetíveis à exploração, abuso e até mesmo o tráfico de pessoas.

As tecnologias de comunicação, assim como a urbanização e a globalização, transformaram o mundo. E isso trouxe impactos ao modo como a infância é vivida, argumenta o relatório.

Apesar de tornaram mais fácil compartilhar conhecimentos, essas ferramentas também facilitaram a produção, distribuição e consumo de materiais pornográficos. De acordo com a organização, mais de 90% dos sites de conteúdo pedófilo estão hospedados em países como Canadá, Estados Unidos, França, Holanda e Rússia. Ainda, as redes permitiram novos canais para o tráfico de crianças e novos meios de ocultar transações ilegais das autoridades policiais, explica o estudo.

"A internet foi concebida para adultos, mas é cada vez mais usada por crianças, adolescentes e jovens – e a tecnologia digital afeta cada vez mais a vida e o futuro deles. Sendo assim, as políticas, práticas e produtos digitais devem refletir melhor as necessidades, as perspectivas e as vozes das crianças e dos adolescentes", defende o diretor executivo da Unicef, Anthony Lake.

Em busca de combater estes problemas, a organização publicou uma série de estratégias e políticas em benefício dos jovens. A principal delas está em proteger a privacidade de crianças e adolescentes online.

Outra medida é educar e conscientizar a juventude para os tipos de conteúdo online.

Texto e imagem reproduzidos do site: huffpostbrasil.com

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

“O celular é o novo cigarro..."

Amber Case em Madri

Madri 5 de dezembro de 2017.

Amber Case: “O celular é o novo cigarro: se fico entediada, dou uma olhada nele. Está nos escravizando”

Socióloga norte-americana defende voltar ao básico, aos espaços de reflexão e a “tecnologia tranquila”

Por Belén Kayser 

Há sete anos alguém disse que a socióloga norte-americana Amber Case (Portland, 1987) vinha do futuro para nos contar em que poderíamos nos transformar se nos deixássemos seduzir, sem reservas, pela tecnologia. Foi depois de uma palestra TEDx que Case, também definida como ciberantropóloga, chamou a atenção para como os humanos estavam deixando coisas importantes demais nas mãos da tecnologia. A capacidade de memorizar, de recordar, de nos comunicarmos, de estabelecer empatia. Na época, o uso do WhatsApp não era tão generalizado, não existia Instagram e tampouco o conceito de branding aplicado aos indivíduos. Hoje, com tudo isso sobre a mesa, ela defende voltar ao básico, aos objetos que duram; buscar espaços de reflexão e a tecnologia tranquila. Só assim, ao nos lembrarmos de quem somos, poderemos voltar a nos conectar com nós mesmos. “A natureza é a melhor designer, temos de voltar a nos inspirar nela para viver”, disse em sua última visita a Madri para a apresentação da nova edição da revista Telos, da qual é capa.

Pergunta. O que estamos fazendo de errado?

Resposta. Quando me levanto pela manhã devo me perguntar se dedico tempo a mim mesma, se posso meditar, desenhar, se escrevo. Mas o fato é que o meu dia a dia está tomado pelas notificações do telefone, do computador. Então, que tempo de reflexão me reservo?

P. E como resolvemos isto?

R. Dando-nos espaços para pensar e vivendo experiências reais. Estamos conscientes da quantidade de alertas que nos cercam? Silencie o telefone, desative as notificações. Ponha o celular no modo avião e decida você mesmo quando quer interagir com ele. Recupere o despertador! Carregue um jornal com você, anote o que você faz, as pessoas com quem cruza, o que lhe chama a atenção. O cérebro sofre com a conexão constante. Faça uma experiência se você não acredita: depois de várias horas navegando, seria capaz de recordar o que viu e como se sentiu?

P. Entendo que a resposta é não…

R. Não, pois é, não fica nada na cabeça. E você se perguntará: mas como pode ser, o que eu estive fazendo durante três horas?

P. A tecnologia está fundindo o nosso cérebro?

R. A tecnologia não é ruim, mas seu uso está nos desconectando e escravizando. Chegamos a olhar o celular entre 1.000 a 2.000 vezes por dia. Temos que começar por redefinir nossa relação com a tecnologia: é uma ferramenta, muito útil, mas tem que nos tornar livres. O celular é o novo cigarro: se fico entediada, dou uma olhada nele. Não mande mensagens vazias de emoção, convide seus amigos para um jantar na sua casa.

P. Você observa alguma reação na sociedade diante dessa hipnose, ou vamos de mal a pior?

R. Sim. Há cada vez mais casos de gente que precisa escapar disto, que explodiu pela depressão, pela ansiedade. Muitos colegas da tecnologia foram morar em fazendas, muitos inclusive as compraram! As pessoas precisam ter a experiência de que estão vivendo algo real. E não é questão de romper com a tecnologia, e sim de usá-la desse jeito. Talvez possamos começar agora e nos poupar de ir parar numa fazenda.

P. Ou num retiro de ioga ou de meditação vipassana, que agora estão na moda...

R. Sim, quando fazemos algum retiro, aí é que nos damos conta de que temos tempo para pensar (e muitas vezes não gostamos do que vemos; nos angustia). Mas deveríamos poder fazer isso diariamente, não condicionar esses espaços a ter dinheiro e poder pagar um retiro de ioga. Vivemos constantemente em atenção parcial, nunca estamos presentes, portanto não temos tempo de reflexão.

P. Os horários de trabalho também não ajudam...

R. A revolução industrial nasceu com esse conceito de que, haja o que houver, você precisa trabalhar mais de 10 horas por dia, mas com os celulares, além disso, você sai e continua trabalhando. Daí a importância de desativar as notificações. Ou por acaso não merecemos ter liberdade? O que somos, robôs sem direitos humanos? Isto é uma loucura, e não deveria ser permitido. A França já limitou.

P. Mas então as empresas poderiam dizer que não somos produtivos, ou diretamente que nós não gostamos de trabalhar…

R. Nem o trabalho nem a eficiência melhoram a qualidade de vida. Ser eficiente deveria ser ter que trabalhar menos. E não só trabalhamos mais, como também não estamos presentes, perdemos a noção do tempo… Mau chefe o que considera que as horas trabalhadas tornam você mais ou menos produtivo. Venderam-nos que a tecnologia nos tornaria a vida mais fácil, mas atualmente trabalhamos muito mais e temos menos tempo de liberdade.

P. E esperamos as férias para ter essa liberdade...

R. O problema das férias, quando se trabalha dessa maneira, é que na desconexão a pessoa encara uma vida que não quer. Repensa sua existência inteira, promete que vai estruturá-la, mas volta para o trabalho e volta a não ter tempo. E o sistema nos exige ser criativos, inovadores, criar o futuro, mas as pessoas, sem espaços nem tempo, sofrem de ansiedade e depressão. É preciso parar, e não só nas férias. Antes conseguíamos, por exemplo, ler um livro, mas cada vez se lê e se retém menos, o cérebro se distrai.

P. A Internet ajuda a nos conectarmos com mais gente, a estarmos menos sozinhos...

R. A sensação de estar conectado é como uma miragem perigosa. Você se sente só, mas sente que faz parte de um coletivo, por isso não dedica tempo a você mesma. E quando finalmente você tem tempo para você... se sente péssima, porque lhe faltam experiências autênticas. Por estarmos conectados com outros o tempo todo, nos esquecemos de que nós também contamos e que merecemos tempo em silêncio, conectando com nós mesmos.

P. Mas as redes ajudam a romper a rotina, a ver outras paisagens, países, restaurantes...

R. Nas redes temos que nos adequar, contar a todo mundo como aparentamos ser felizes. Mas não é autêntico, ninguém se lembra de você quando não publica nas redes sociais. A Internet é como Hollywood: lá, sem filme de sucesso você não existe, e, no meu caso, se eu não publicar não interesso a ninguém. Sinto falta das redes do começo da Internet, com pequenas comunidades com gostos afins, onde você ainda podia ser muito mais autêntico sendo anônimo.

P. Por que você acredita que o anonimato na Internet nos torna mais autênticos? Não seria o contrário?

R. Todos carregamos o peso de precisar ser a personalidade que decidimos construir, e você não pode sair dali, precisa alimentar as suas redes. Não gosto da concentração da Internet que existe. Defendo uma rede mais distribuída, não monopolizada, com relações mais autênticas entre as comunidades. Onde se possa controlar melhor o abuso, porque uma empresa grande não se importa e não vai lhe proteger. E, sobretudo, onde não caibam as notícias falsas.

P. Esse negócio das notícias falsas parece incontrolável a esta altura...

R. Claro, porque os anunciantes se importam com as visitas, mas a coisa mudaria muito se eles levassem em conta a veracidade de uma informação antes de colocar o seu anúncio ali. Se realmente se importassem, não pagariam ao veículo que publica notícias falsas.

P. O que necessitamos para viver de um jeito mais autêntico?

R. Precisamos de mais humanidade nos serviços com relação ao público. E precisamos recuperar o valor das coisas, coisas que durem muito tempo e que sirvam para todos, não só para os jovens com alto poder aquisitivo, pois parece que agora só se fabrica para esse setor. A melhor tecnologia tem que ser a que dure mais e a de melhor qualidade, não a que muda rápido.

P. Ouvindo você falar parecesse que não leva em conta que o sistema foi feito para fabricar, usar e jogar fora...

R. Sim, mas o mercado precisa se repensar, porque os recursos naturais se esgotam. Se procurarmos a qualidade, os preços subirão, mas o que você comprar durará mais. As calm technologies estão dentro desse movimento de parar para viver melhor, mais devagar, de forma mais orgânica, mais natural…

P. A chave está em voltar a viver na natureza?

R. Se levássemos a natureza em conta, se a imitássemos, se nos inspirássemos nela, faríamos melhores criações e seríamos muito mais felizes. Ela é a melhor designer, sempre foi. Neste mundo industrial, estamos muito isolados, mas ainda podemos aprender muito com a tecnologia para melhorar nossa qualidade de vida.

Texto e imagem reproduzidos do site: brasil.elpais.com/brasil

domingo, 26 de novembro de 2017

Ameaças da revolução digital ao desenvolvimento sustentável


Publicado originalmente no site Página 22, em 25 de julho de 2017.

Ameaças da revolução digital ao desenvolvimento sustentável
Por Ricardo Abramovay *

Além de estimular os excessos do consumo, o progresso tecnológico contemporâneo põe em risco a democracia, ao concentrar o controle da informação

A revolução digital é responsável por algumas das mais importantes e promissoras realizações rumo ao desenvolvimento sustentável. A energia solar deverá responder por quase um quarto da geração global de eletricidade em 2040, chegando a 29% do total em 2050, segundo importante relatório recente. O mesmo relatório prevê que os carros elétricos serão 35% do transporte rodoviário individual em 2035 e dois terços do total em 2050. Estes são apenas dois exemplos, mostrando a ciência e a tecnologia como condições necessárias para que se altere de forma radical a maneira como as sociedades contemporâneas usam a energia, os materiais e os recursos bióticos dos quais dependem. Mas, nem de longe, são condições suficientes.

O rumo do progresso tecnológico contemporâneo ameaça os valores básicos do desenvolvimento sustentável em ao menos dois sentidos. O que está em jogo é o cerne do crescimento digital dos últimos dez anos, expresso na inteligência artificial, na computação em nuvem, no aprendizado das máquinas e na utilização sistemática e gratuita, por parte dos gigantes digitais, da massa de dados que cada um de nós lhes oferece involuntariamente e que são a base de sua riqueza e de seu crescente poder.

É com base no rastreamento e na capacidade de analisar e mimetizar as informações transmitidas à rede por meio dos mais diferentes dispositivos digitais (mas, sobretudo, pelos smartphones) que se aperfeiçoam os sistemas de reconhecimento facial e de voz, as traduções e, sobretudo, o conhecimento minucioso e individualizado dos comportamentos, das opiniões, das reações e das aspirações das pessoas. E aqui reside a primeira ameaça ao desenvolvimento sustentável.

Ficou célebre a tirada de John Wanamaker (1838/1922), considerado o pioneiro do marketing contemporâneo: “Metade do dinheiro que eu gasto com publicidade é desperdiçada. O problema é que não sei qual metade”. Desde o surgimento dos smartphones em 2007, essa ignorância foi em boa medida superada e, cada vez mais, a publicidade vem deixando de ser genérica e converte-se em mensagens individualizadas e customizadas.

Mais que mudança na publicidade, a inteligência artificial está dando lugar à emergência do que o recém lançado livro de Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee chama de economia de plataforma e cujos exemplos mais notáveis são o Uber, o AirBnb, a chinesa Alibaba, o Waze e todas as que crescem não pelos ativos materiais de que dispõem, mas pela capacidade de utilizar a internet para reunir sob seu comando uma quantidade crescente de atividades econômicas e de serviços. As plataformas respondem a uma lógica segundo a qual o vencedor leva tudo: se na sua cidade houver seis serviços semelhantes ao Waze, dificilmente algum deles poderá funcionar.

A agilidade das plataformas e o conhecimento individualizado das demandas de consumo de cada um de nós resulta numa capacidade inédita de pressão para ampliar o consumo. Com isso, não só o valor das empresas-plataforma tende a aumentar (tanto mais quanto maior for sua difusão), mas, com ele, o próprio consumo.

A chinesa Alibaba, que não detém estoques, frotas de caminhão e outros ativos típicos dos atacadistas convencionais, atende 300 milhões de pessoas por mês e vale hoje mais que a Walmart. Na celebração chinesa do Dia dos Solteiros (11 de novembro de 2016) a Alibaba vendeu quase US$ 18 bilhões, três vezes o total combinado do Black Friday e do Cyber Monday nos Estados Unidos.

A segunda ameaça aos valores básicos do desenvolvimento sustentável representada pelos rumos da revolução digital nos últimos dez anos, é fundamentalmente política. A pergunta que dá título a um artigo recente de John Elkington não poderia ser mais pertinente: “Google poderia tornar-se Deus”? Não se trata apenas de seu impressionante poder econômico e dos impactos deste poder sobre a concorrência. O mais importante é o conhecimento e, a partir daí, o controle sobre a própria vida dos indivíduos a que as tecnologias digitais contemporâneas estão dando lugar.

Mas será razoável, e compatível com a própria democracia, que uma empresa privada detenha de forma tão concentrada o controle e a capacidade de manuseio dessas informações? Responder a esta pergunta exige que se discuta a proposta do especialista Evgeny Morozov: “Todos os dados de um país deveriam estar em um fundo de dados, do qual todos os cidadãos seriam proprietários… Quem quiser construir novos serviços a partir daí terá que fazê-lo em um ambiente competitivo, altamente regulamento e pagando uma parcela de seus lucros por usá-los”.

Pode parecer tímido, mas seria o início de uma transição significativa para democratizar a sociedade da informação em rede e, portanto, para o desenvolvimento sustentável.

* Ricardo Abramovay é professor sênior do Programa de Ciência Ambiental (Procam) do Instituto de Energia e Ambiente da USP – www.ricardoabramovay.com @abramovay

Texto e imagem reproduzidos do site: pagina22.com.br

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Unit, Google e SEED de olho no futuro

Educadores testam o chromebook.

 Questionamentos e opiniões são apontados por professores.

Alexandre Campos, executivo do Google for Education.

O professor Uchôa espera contribuir com 
a melhoria do ensino ofertando tecnologia de ponta.

O Secretário da Educação professor 
Jorge Carvalho reconhece a importância do convênio

O Superintendente Geral, Professor
 Jouberto Uchôa de Mendonça Júnior, fala da parceria.

Professor Domingos Sávio apresenta a aula do futuro.

Publicado originalmente no site da UNIT, em 10/08/2017.

Unit, Google e SEED de olho no futuro

Instituições discutem projeto de utilização das tecnologias da empresa norte-americana nas escolas públicas e particulares de Sergipe
A Universidade Tiradentes, o Google e a Secretaria de Estado da Educação de Sergipe discutem um projeto para disseminar tecnologias da empresa norte-americana nas escolas públicas e particulares do Estado. O anúncio da parceria foi feito na manhã desta quinta-feira, 10, no ciclo de palestras “Inovação na Escola”. O evento aconteceu no Campus Aracaju Farolândia da Unit e reuniu mais de 200 professores e gestores educacionais.

A iniciativa de aproximar as escolas da mais alta tecnologia educacional utilizada nos países mais avançados é da Universidade Tiradentes. “A Universidade Tiradentes entendeu a importância de trazer essas ferramentas para a sala de aula exatamente para criar um ambiente que estimule a presença do aluno, que ele tenha interesse em vir para a sala de aula. E não falo só do aluno do ensino superior, por isso, nos comprometemos também a capacitar os professores das escolas públicas e particulares”, salienta o superintendente geral do Grupo Tiradentes, professor Jouberto Uchôa de Mendonça Júnior.

A Universidade Tiradentes é referência nacional na utilização do pacote de ferramentas do Google For Education. A parceria já dura um ano. “Estamos muito orgulhosos dessa parceria com a Unit que se utiliza do melhor em tecnologia que existe no mundo, aplicada em sala de aula, para os seus alunos aqui no Nordeste”, reconhece o executivo do Google for Education, Alexandre Campos Silva.

Além de ter acesso às salas interativas e outras ferramentas do Google For Education, os professores e gestores das escolas puderam experimentar o Chromebook, o caderno do futuro. O equipamento permite salvar arquivos em nuvem e já é utilizado por estudantes da Unit, inclusive na realização de provas.

“Espero que com esse trabalho realizado pela a Universidade Tiradentes em parceria com o Google e a Secretaria da Educação possamos contribuir para o crescimento qualitativo das escolas do Estado”, pondera o professor Uchôa.

Texto, vídeo e imagens reproduzidos do site: portal.unit.br

terça-feira, 20 de junho de 2017

A Internet nos deixa mais burros ou mais inteligentes?


A Internet nos deixa mais burros ou mais inteligentes?
Por Isabella Marques.

A internet inegavelmente tomou grande espaço em nossas rotinas e alterou configurações da sociedade nos mais variados âmbitos. A comunicação moldada de “um para muitos”, como é o exemplo da televisão e do rádio, deu lugar ao compartilhamento e interatividade. Quais os efeitos disso em nossas vidas?

Diferente das gerações anteriores, que crescerem vendo televisão (ou seja, uma comunicação unidirecional no qual os receptores são passivos, não há a possibilidade de interação), a era da web faz com que nós produzamos conhecimento juntos, por meio do diálogo global. Todos têm iguais direitos de acessar, debater e expor ideias sobre um determinado assunto, e para isso basta um perfil no Facebook, acesso a fóruns de discussão, ou editar um verbete no Wikipédia, por exemplo.

A facilidade em conseguir informações muda o conceito do que chamamos de “conhecimento”: decorar e saber na ponta da língua o PIB da Argentina, por exemplo, não possui a mesma relevância de antigamente, quando hoje é simples procura-lo no Google. Compreender o que o número significa e saber o que fazer com ele, por outro lado, já são outros quinhentos, algo muito mais complexo.

Mas na rede, a compreensão dos mais diversos assuntos, por sua vez, é aprimorada, pois torna-se objeto de novas reflexões e discussões, "montado" como peças de um quebra cabeça, produzido de pessoas para pessoas, cada um dando a contribuição que pode. Pouco a pouco, seria concebível afirmar que estamos, juntos, compreendendo melhor o mundo via internet.

Em teoria, tudo muito lindo.

O estudioso Mark Bauerlein, porém, coloca: “Muitos se perguntam qual o sentido de saber sobre Dom Pedro 2º quando dá para procurá-lo na Wikipédia. Mas a questão é: estudamos dom Pedro 2º só para saber quando ele nasceu, as coisas que ele fez e o ano em que morreu? Ou estudamos figuras históricas como essa para desenvolver ideias sobre caráter, honra, inteligência e moral?”.

A crítica de alguns atores está no fato de que não usamos a web majoritariamente como essa ferramenta de diálogo e compreensão, mas sim para fazer upload das nossas fotos e escrevermos futilidades.

O problema não está na internet, mas sim no uso que fazemos dela. A começar pelo compartilhamento excessivo de informações, o que é evasivo à nossa privacidade: nós podemos não nos lembrar do que dissemos há anos, mas nas redes, fica lá memorizado, podendo um dia sendo usado contra nós.

Outro aspecto negativo está justamente no fato de qualquer um poder criar conteúdo: nada garante que a informação seja verdadeira (e esse é motivo pelo qual a Wikipédia talvez nunca seja aceita como fonte de pesquisa). Infelizmente sempre haverá alguém que a compartilhará como se fosse veraz, podendo causar todo o tipo de mal entendido.

Quanto aos efeitos a longo prazo, o professor inglês Mark Bauerlein acredita que a internet piora a inteligência dos jovens em quatro aspectos: curiosidade intelectual, conhecimento histórico, consciência cívica e hábitos de leitura. Outros estudiosos sugerem também perda de concentração: fazer mais de uma coisa a mesmo tempo geraria uma fixação de informações e desempenho menor em cada uma das atividades.

Mas aí entra um porém: não parece certo dividir os efeitos da web em "mais inteligentes" ou "mais burros", mas sim em apenas "diferente"; estamos "desenvolvendo" um cérebro mais adaptado/apropriado ao século XXI.

O conhecimento dos jovens parece mais superficial quando comparado com conceitos engessados no passado, em que os inteligentes são aqueles com boas notas, que acumulam livros lidos e se saem bem em ciências exatas. As novas gerações entretanto já nasceram imersas nas tecnologias e na globalização; o questionamento de ideias e ideais vigentes é consequência natural. Os modelos educacionais e esteriótipos intelectuais estão ultrapassados em relação ao modo como pensamos e nos comunicamos atualmente. Tirar notas altas, ler milhares de livros e simplesmente saber recitar a formula de Bhaskara já não tem o mesmo peso.

Don Tapscott, pesquisador canadense, exemplifica: “se os jovens estão no local de trabalho a desperdiçar tempo no Facebook, isso não é um problema de tecnologia. É um problema de fluxos de trabalho, motivação, supervisão”.

Os testes aplicados para definir se as tecnologias nos deixam mais estúpidos ou inteligentes são também baseados em concepções antigas, realizados sem uma compreensão integral da efetividade das tecnologias, e tão pouco de como funciona o cérebro de quem convive com elas desde o dia em que nasceu. E isso por questão de tempo inclusive: a internet se tornou acessível à população civil nos últimos 20 anos aproximadamente, e portanto ainda é muito cedo para um veredicto sobre seus efeitos.

Estamos cada dia mais conectados, inseridos em um contexto tecnológico que pede cada vez mais participação, desenvolvendo novas habilidades e interesses. Por enquanto é apenas possível afirmar que a internet propicia um aprimoramento intelectual individual em questões como a habilidade em fazer variadas tarefas simultaneamente, pensamento lógico e capacidade de tomar decisões, enquanto que num contexto mais amplo tem permitido a humanização do conhecimento ao refletir quem nós realmente somos. Se isso é bom ou ruim, só o tempo poderá dizer.

(Este texto foi baseado nos estudos, textos e obras dos estudiosos Mark Bauerlein, Nicholas Carr, Don Tapscott e David Weinberger.).

Texto e imagem reproduzidos do site: obviousmag.org

quinta-feira, 8 de junho de 2017

“A internet é o spoiler da curiosidade”, diz Walter Longo.

Walter Longo, presidente do grupo Abril, durante palestra no Fórum
 A Revolução do Novo:  A Transformação do Mundo.
Foto: Antonio Milena/VEJA.com.

“A internet é o spoiler da curiosidade”, diz Walter Longo.

Presidente do Grupo Abril abriu a terceira edição do fórum 'A Revolução do Novo', hoje em São Paulo

Por Revista Exame.


O presidente do Grupo Abril, Walter Longo, abriu nesta segunda-feira a terceira edição do fórum A Revolução do Novo. Promovido por VEJA e EXAME, com apoio da Coca-Cola, o evento discute mudanças na economia, política, tecnologia e sociedade, e o terceiro encontro da série teve por tema “A transformação do mundo”.

“Vamos falar aqui sobre um tema que temos discutido, que é o trilema digital. Quem assistiu à série Black Mirror viu nela críticas mordazes à era digital e ao seu impacto na sociedade. Meu objetivo aqui não é criticar, mas dizer que precisamos estar alertas sobre alguns desafios à nossa frente”, disse Walter Longo. Segundo o executivo, o universo digital traz infinitas possibilidades, mas desafios muito relevantes. Ele citou três grandes tendências que estão preocupando cientistas sociais e tirando o sono de empresários e executivos.

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“A primeira característica que deve chamar nossa atenção é a exteligência”, disse. Hoje, explicou, o conhecimento não precisa mais ser armazenado no cérebro, uma vez que basta um toque no smartphone para acessar um mundo de informações. “O problema é que, se tudo o que eu tiver de guardar, eu o fizer em outro lugar que não o meu cérebro, os neurônios não se conectam e não fazem sinapses. Não há geração de insights”, afirmou Longo.

Como explica o executivo, é a partir da referência que se gera repertório, que, por outro lado, gera ideias. “Ora, se eu não tenho nada na minha cabeça, sem dúvida a qualidade do meu pensamento será reduzida”. Na visão do presidente do Grupo Abril, “sem o combustível do conhecimento embarcado não vamos tão longe”.

Para ele, a facilidade de obter conhecimento deve ser celebrada: nunca foi tão fácil obter conhecimento e, além disso, não é mais necessário armazená-lo no cérebro. Mas isso resulta na diminuição da curiosidade, segundo o executivo.”Curiosidade está para o conhecimento como a libido está para o sexo, como diz o economista Eduardo Gianetti”, citou Longo.

De acordo com Longo, estamos vendo uma polarização da sociedade entre os curiosos e os descuriosos. “A internet está tornando os espertos mais espertos e os estúpidos muito mais estúpidos”, afirmou o executivo. Segundo ele, a curiosidade pode virar algo exclusivo das elites cognitivas. “As elites não serão mais identificadas pelo dinheiro que possuem ou pelo lugar social que ocupam, e sim por sua capacidade de pensar”, disse. Walter Longo define a internet como o spoiler da curiosidade.

O segundo ponto preocupante desse trilema digital é o tribalismo. Antes da era digital, a televisão era dividida entre os membros da família. “Eu estava sempre frente a frente com escolhas que não eram minhas. Assistia a jogos de futebol de times que eu não conhecia e passei a descobrir o prazer do espetáculo esportivo”, afirmou. Alguém de esquerda, conta Walter,  deparava com opiniões de direita no jornal, e muitas vezes acabava revisando as convicções. “O contraditório nos obrigava a revisitar teses para estar constantemente confirmando ou alterando nossas crenças, hábitos e preferências”, explicou. Foi assim com a geração X. Mas hoje isso está acabando.

As pessoas só leem o que querem, ouvem o que gostam, só assistem ao que gostam, argumentou o executivo. “A polarização política que a gente enxerga hoje no Brasil tem seu palco nas redes sociais, que só reforçam essa tendência maniqueísta”, disse, assinalando que o uso crescente de algoritmos tornou esse fenômeno mais agudo. “Se entro no Spotify e peço para ouvir pagode, para o resto da vida sempre vão me sugerir pagode”, disse. Na visão dele, estamos assistindo ao fim do contraditório e à perda da opinião. “E isso traz como consequência pessoas cada vez mais sectárias”, alertou. Violência e indiferença são os riscos nesse cenário.

A terceira característica que Longo apresentou dentro do trilema digital é o compartilhamento. De acordo com ele, é preciso avaliar qual é o impacto econômico dessa tendência de consumir menos e compartilhar mais. “Menos carros particulares e mais carros compartilhados, menos hotéis e mais casas compartilhadas, menos escritórios e mais espaços de coworking. Essa é uma tendência sem volta, mas que traz o risco da desaceleração da espiral econômica. Vamos ter aí na frente um desafio”, disse Longo. Devemos ir em busca disso, na opinião dele, pois é o caminho do consumo consciente. “Novas gerações parece que não querem consumir nada, mas querem aproveitar tudo”, diz Longo.

Tudo isso é bom, mas é preciso pensar no impacto disso para a economia, propõe o executivo, “já que ninguém em sã consciência é a favor do consumo irresponsável”. De acordo com Longo, devemos e precisamos ser otimistas em relação ao futuro, e por isso ele chama todas as questões de trilema, já que não as vê como problema. A questão que se coloca é enfrentar, analisar e resolver. “Não adianta achar que está tudo em ordem”, disse.

O mundo sempre se sobressaltou quando surgiram problemas que pareceriam insolúveis, lembrou o executivo. “Quando o problema surge, somos impactados e não vemos saída. A solução só aparece depois. Se aparecesse antes, não existiria o problema”, disse.

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br

sábado, 20 de maio de 2017

Saiba qual é a rede social que mais impacta a saúde mental

Apesar dos impactos negativos, 1.479 dos jovens disseram que
o Instagram também promove formas de expressão e a busca
pela identidade pessoal, assim como Twitter e YouTube.
iStock/Getty Images.

Publicado originalmente no site da revista Veja, em 19 maio 2017.

Saiba qual é a rede social que mais impacta a saúde mental.

Segundo novo estudo, o Instagram é a rede social que tem maior impacto na saúde mental dos jovens, em questões como aceitação do corpo, ansiedade e solidão.

Por Da Redação.

De acordo com um estudo da Sociedade Real para Saúde Pública, do Reino Unido, o Instagram é rede social que mais impacta negativamente a saúde mental dos jovens. O questionário criado pelos pesquisadores mostrou que o aplicativo de compartilhamento de imagens afeta de forma negativa o sono, a percepção do corpo e o fear of missing out (em tradução livre, o ‘medo de ficar por fora’) dos usuários britânicos, principalmente mais jovens.

A necessidade de estar sempre online para acompanhar as postagens dos amigos pode ser extremamente prejudicial, levando a comparações irreais, ansiedade e depressão.

Opinião dos jovens

Na pesquisa, 1.500 jovens britânicos com idade entre 14 e 24 anos avaliaram como as plataformas de mídias sociais que usavam impactavam questões como depressão, ansiedade, solidão e o senso de comunidade. O site com mais respostas positivas foi o YouTube, seguido pelo Twitter e Facebook. Já os aplicativos Snapchat e Instagram foram considerados os piores nestes quesitos. Um problema presente em quase todas as mídias foi o vício no uso das redes, que pode estimular a insônia.

Só o Instagram tem 500 milhões de usuários ativos e mais de 95 milhões de fotos postadas e 3,5 bilhões de curtidas diariamente. “É interessante como o Instragram e o Snapchat, ambos aplicativos focados no culto à imagem, foram indicados como os piores para a saúde mental e bem-estar. Eles parecem estar mais ligados ao sentimento de inadequação e ansiedade entre os mais jovens”, explicou Shirley Cramer, chefe executiva da Sociedade Real para Saúde Pública, ao The Telegraph.

Um dos participantes do questionário apontou a constante preocupação com o que os outros pensam sobre suas fotos e postagens. Outro entrevistado contou também que passa muito tempo nas redes e acaba perdendo o sono, atividades escolares e até oportunidades de sair com amigos e familiares.

Busca pela identidade

“As plataformas que deveriam ajudar as pessoas a se conectarem com outras podem, na verdade, estar alimentando uma crise na saúde mental”, disse a equipe de pesquisa em comunicado. Apesar disso, 1.479 dos jovens disseram que o Instagram também promove formas de expressão e a busca pela identidade pessoal, assim como Twitter e YouTube. O site de compartilhamento de vídeos foi classificada como uma mídia para aumentar a conscientização dos jovens. Já o Facebook foi listado como um importante meio para busca de apoio emocional e coletividade.

Segundo Becky Inkster, pesquisadora honorária da Universidade de Cambridge, jovens e adolescentes sentem a necessidade de se sentirem confortáveis ao falarem sobre problemas pessoais e acabam recorrendo às redes sociais e ambientes online. “Como profissionais da saúde, precisamos fazer todas as tentativas para entender as expressões, os léxicos e os termos da cultura da juventude moderna para melhor se conectar com seus pensamentos e sentimentos”, explicou ao The Telegraph.

Alertas nas redes sociais

Segundo o estudo, sete em cada 10 dos jovens entrevistados acham importante que as redes sociais, como o Twitter e o Facebook, apresentem algum suporte sobre o assunto. No entanto, os alertas atuais são bastante discretos.

Em relatório, os especialistas sugeririam que os sites em questão procurassem alertar os usuários sobre os riscos relacionados ao comportamento e acesso constante, considerado vicioso, e ajudá-los a procurar ajuda, caso demonstre perigo à saúde mental.

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Evento do Google acontece em Aracaju no dia 29 de abril


Publicado originalmente no site Vip Comunica Conecta, em 10 de abril de 2017.

Evento do Google acontece em Aracaju no dia 29 de abril

Aracaju, mais uma vez, será destaque na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Isso porque, no sábado, dia 29, a capital sergipana irá sediar o Google Cloud Platform NEXT Recap, uma recapitulação do evento anual sobre plataforma de computação em nuvem do Google.

Voltada a estudantes e profissionais da área de TI, além de interessados pelo assunto, a programação contará com palestras temáticas, como ‘Escalabilidade na Nuvem Através de Microserviços’, ‘Filosofia Cloud na Gestão de Equipes e Desenvolvimento de Projetos’ e ‘Google for Students’.

De acordo com a organização, o Google Developer Groups (GDG) Aracaju, a ideia é realizar uma nova versão do Google Coud [ocorrido em março em San Francisco (Califórnia/EUA)] na capital sergipana, com o propósito de discutir as novidades neste campo de atuação, de mostrar o que é desenvolvido regionalmente dentro do escopo de Computação em Nuvem (por meio do Keynote, resumo das novidades e palestras divulgadas no evento em CA), além de promover networking entre os participantes.

O Google Cloud Platform NEXT Recap é uma iniciativa do GDG Aracaju, com o apoio do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) e da Associação de Gestores de Tecnologia da Informação do Estado de Sergipe (CIO-SE), e a parceria da Universidade Tiradentes (Unit).

Para Carla Almeida, gestora de TIC do SergipeTec, esta é uma excelente oportunidade para que os inscritos possam conhecer as novidades na área de Computação nas Nuvens. “Além de ser uma qualificação da Google – empresa de referência mundial na área de tecnologia -, envolvida, mostrando a temática por meio de seus cases e soluções”, pontua.

“Houve grandes anúncios para a Plataforma, a exemplo do serviço de aprendizado de máquina e outros avanços gigantescos. Além disso, grandes empresas já usam a nuvem do Google: Spotify, Snapchat, Disney e Coca-cola. Portanto, trazer este evento para Aracaju é fundamental, considerando o objetivo do GDG local, que é agregar os usuários e interessados por tecnologias Google, e prover um ambiente de compartilhamento de informações”, afirma Jéssica Costa, integrante da Comissão Organizadora do Google Cloud Recap e do GDG Aracaju, e Webdesigner do SergipeTec.

As inscrições (que são gratuitas) para o Google Cloud Recap (a ser realizado das 08h30 às 17h, na Universidade Tiradentes – Campus Farolândia) estão abertas e devem ser feitas pelo http://next.gdgaracaju.com.br/

Via Ascom SergipeTec

Texto e imagem reproduzidos do site: comunicacaovip.com.br

quarta-feira, 29 de março de 2017

A origem da internet




Publicado originalmente no site da revista História Viva.

A origem da internet.

A história da rede de computadores criada na Guerra Fria que deu início à Terceira Revolução Industrial.

Por Véronique Dumas.

A internet revolucionou o funcionamento tradicional das sociedades modernas como o fizeram, a seu tempo, a imprensa, a máquina a vapor, a eletricidade ou a telegrafia sem fio (rádio). Hoje parece normal fazer cursos on-line, preencher formulários administrativos a distância ou expressar opiniões em fóruns de discussão. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 67,9 milhões de brasileiros estavam conectados à internet ou seja, o número de domicílios com acesso à internet no Brasil cresceu 71% entre 2005 e 2009. No entanto, poucos conhecem sua história e as razões de sua criação.

De acordo com o dicionário Houaiss, internet é “rede de computadores dispersos por todo o planeta que trocam dados e mensagens utilizando um protocolo comum”. Ela nasceu no final dos anos 1960, em plena Guerra Fria, graças à iniciativa do Departamento de Defesa americano, que queria dispor de um conjunto de comunicação militar entre seus diferentes centros. Uma rede que fosse capaz de resistir a uma destruição parcial, provocada, por exemplo, por um ataque nuclear.

Para isso, o pesquisador Paul Baran concebeu um conjunto que teria como base um sistema descentralizado. Esse cientista é considerado um dos principais pioneiros da internet. Ele pensou em uma rede tecida como uma teia de aranha (web, em inglês), na qual os dados se movessem buscando a melhor trajetória possível, podendo “esperar” caso as vias estivessem obstruídas. Essa nova tecnologia, sobre a qual também se debruçaram outros grupos de pesquisadores americanos, foi batizada de packet switching, “troca de pacotes”.

Em 1969, a rede ARPAnet já estava operacional. Ela foi o fruto de pesquisas realizadas pela Advanced Research Project Agency (ARPA), um órgão ligado ao Departamento de Defesa americano. A ARPA foi criada pelo presidente Eisenhower em 1957, depois do lançamento do primeiro satélite Sputnik pelos soviéticos, para realizar projetos que garantissem aos Estados Unidos a superioridade científica e técnica sobre seus rivais do leste.

A ARPAnet a princípio conectaria as universidades de Stanford, Los Angeles, Santa Barbara e de Utah. Paralelamente, em 1971, o engenheiro americano Ray Tomlinson criou o correio eletrônico. No ano seguinte, Lawrence G. Roberts desenvolveu um aplicativo que permitia a utilização ordenada dos e-mails. As mensagens eletrônicas se tornaram o instrumento mais utilizado da rede. A ARPAnet seguiu sua expansão durante os anos 1970 – a parte de comunicação militar da rede foi isolada e passou a se chamar MILnet.

Outras redes, conectando institutos de pesquisas, foram criadas nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França. Faltava estabelecer uma linguagem comum a todas. Isso foi feito com o protocolo TCP/IP, inventado por Robert Kahnet e Vint Cerf em 1974. A ARPAnet adotou essa padronização em 1976. E assim começou a aventura da web com seu primeiro milhar de computadores conectados. O afluxo de usuários engendrou um fenômeno de sobrecarga. Em 1986, uma nova rede foi lançada pela National Science Foundation. A ARPAnet se juntou a ela quatro anos mais tarde.

Uma etapa decisiva foi superada em 1990 com a criação, por um pesquisador do Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear em Genebra (Cern), Tim Berners-Lee, do protocolo HTTP (Hyper Text Transfer Protocol) e da linguagem HTML (Hyper Text Markup Language), que permitem navegar de um site a outro, ou de uma página a outra. A World Wide Web (www) lançou seu voo, e a internet se abriu ao público, empresas particulares e privadas. Uma multidão de sites apareceu.

Com uma infraestrutura de comunicação teoricamente desprovida de autoridade central, a internet, todavia, seria gerida de um contrato com o governo americano, que havia financiado sua criação, e diversos órgãos que assegurariam seu crescimento. Foi o caso da Internet Assigned Numbers Authority (IANA), responsável pela gestão dos nomes dos domínios, o DNS (Domain Name System). Graças a ele, os endereços IP, constituídos de uma série de códigos (o endereço numérico atribuído a cada computador conectado à rede) são traduzidos em letras que compõem nomes identificáveis e memorizáveis.

Apesar de gerido pela IANA, o DNS sempre esteve sob controle do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Em 1998, sua gestão foi confiada a uma organização californiana de direito privado, a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann). Em 2009, os contratos que ligavam a Icann ao Departamento de Comércio americano expiraram, e a empresa passou a ter mais autonomia. Sua missão é assegurar, dos Estados Unidos, a coordenação técnica do sistema de denominação. Deve promover também a concorrência e garantir a representação global das comunidades na internet. Os interessados em política mundial da rede podem participar de seus trabalhos, por meio de fóruns acessíveis em seu site na web.

Esse controle técnico e administrativo da internet nos Estados Unidos causa, porém, tensões internacionais. Desde 2003, a Organização das Nações Unidas (ONU) reclama uma gestão “multilateral, transparente e democrática, com a plena participação dos Estados, do setor privado, da sociedade civil e das organizações internacionais”. Em 2006, em decorrência de tal demanda, foi instituída uma estrutura de cooperação internacional, o Internet Governance Forum (IGF). Mas essa instância tem apenas papel consultivo. Ela deve, também, velar pela liberdade de difusão das inovações tecnológicas e ideias. Uma questão essencial, pois a internet se baseia no princípio de neutralidade, que exclui qualquer discriminação da fonte, destinatário ou conteúdo transmitido na rede.

Já existem mais de 2 bilhões de internautas no mundo, ou seja, um terço da população planetária. Os progressos da informática, associados aos do audiovisual e das telecomunicações, permitiram a criação de novos serviços. Depois do desenvolvimento de redes de banda larga com fio (ADSL e fibra óptica) e sem fio (wifi, Bluethooth e 3G), e da internet móvel (WAP), desenvolveram-se outras tecnologias e produtos da chamada “web 2.0”. Essa segunda geração se caracteriza por suas aplicações interativas (blogs, wikis, sites de compartilhamento de fotos e vídeos ou redes sociais), que renovaram a relação entre os usuários e os serviços de internet, criando o princípio de uma cultura compartilhada em rede.Assim como a dominação americana da regulação técnica é vista por outros Estados como uma ameaça, o estabelecimento de controles nacionais por meio de sistemas que impedem o livre acesso à internet constitui também outro perigo político para as liberdades individuais.

Em janeiro de 2007, o especialista francês Bernard Benhamou anunciou em um artigo sobre as novas questões da governança da internet que a capacidade de fragmentação da rede apresenta riscos em relação ao plano industrial e político. Ele pensava particularmente na China, que tentou criar seu próprio sistema de endereçamento, independente do DNS. Uma maneira eficaz de bloquear a consulta de seus sites aos internautas de fora e de interditar à população chinesa o acesso aos sites externos.

Isso já é realidade. Há mais de três anos o servidor de nomes de domínios chineses não passa mais pela Icann, para que, de acordo com o governo chinês, seu povo possa aprender os ideogramas, em vez de palavras do alfabeto latino. Essa “sub-rede”, de acordo com a expressão do jornalista Hubert Guillaud, do jornal francês Le Monde, que recebe o nome poético de “escudo de ouro”, é diretamente controlada pelo governo chinês. Não há dúvidas de que esse tipo de internet do Império do Meio, que associa censura e controle, pode rapidamente ser copiado por nações que não utilizam o alfabeto latino. Isso teria como consequência a fragmentação da internet em múltiplas redes incompatíveis.

A “ciberguerra” que opôs Google e Pequim no início de 2010, quando o maior site de buscas do mundo ameaçou deixar o país após ser atacado por hackers chineses e constatar a invasão de contas de e-mails de ativistas de direitos humanos, fez do livre acesso à internet uma prioridade da política externa dos Estados Unidos. A internet se converteu em uma arma política da Casa Branca na luta pela preservação de sua hegemonia comercial e estratégica.

As recentes revoluções na Tunísia e no Egito mostraram o papel determinante da web, dos blogs e das redes sociais na queda de regimes ditatoriais. A internet se tornou “um Titã que ninguém pode conter”, como disse o jornalista tunisiano Taoufik Ben Brik, e essa nova ciber-resistência pode, se não mudar, pelo menos acelerar o curso da história.

Texto e imagens reproduzidos do site: uol.com.br/historiaviva

Fotos/Legendas/Créditos:

F/1 - O engenheiro da computação Leonard Kleinrock posa junto ao Arpanet. [(C) Mark J. Terril / AP Photo / Glow Images].

F/2 - Equipe da empresa BBN Technologies que desenvolveu o servidor IMP, o que viabilizou o funcionamento da Arpanet. [Raytheon BBN Technologies / Divulgação].

F/3 - Há três anos, a China criou uma "sub-rede", diretamente controlada pelo governo: ações como essa contrariam a ideia de uma internet livre para todos. [(C) Jason Lee / Reuters / Latinstock (China)].

quinta-feira, 25 de julho de 2013

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